Muitas pessoas estão começando a ter em casa "pets" exóticos como iguanas, ferrets, aranhas e serpentes. Répteis não possuem uma demonstração expressiva de afeto pelo dono; o que fazem é respeitá-lo, pois sabem que é ele que fornece alimento, e sabem que não lhes farão mal, deixando-se manipular. Eles reconhecem o dono pelo olfato, mas mesmo assim devemos ter muito cuidado pois na hora de alimentá-las qualquer coisa que se movimente pelo dela é considerada presa e poderemos levar uma mordida.



Quando a serpente estiver muito agitada, não convém manipulá-la, pois corremos risco. Enfim, estes animais são para admira-los e observa-los; devem estar num terrário e sua manipulação deve ser a mínima necessária. Com o tempo, a serpente vai se habituando ao dono, e sua manipulação poderá ser gradativamente aumentada.

As espécies mais populares usadas para estimação no Brasil são as pítons, as jibóias, as falsas corais, a king snack ou Milk snack e a corn snack. Lembrando que o IBAMA proíbe a comercialização tanto de serpentes silvestres como de exóticas.


Ao contrário do que muitos pensam, as serpentes alcançam uma vida relativamente longa. A jibóia, por exemplo, pode chegar a 24 anos, se bem cuidada. Para se ter um animal desses é preciso criar um local (terrário) que se aproxime ao máximo de seu possível ambiente natural fornecendo a ele tudo o que é necessário para uma boa qualidade de vida. Montar um terrário para uma serpente não é tarefa difícil, mas dispendiosa.

Os terrários devem fornecer várias opções para os animais como: lâmpada de aquecimento, lâmpada que forneça raios ultravioletas, água limpa, substrato, pedras aquecidas, troncos ou galhos, vegetação natural ou artificial; e o seu tamanho pode ser calculado em relação ao comprimento da serpente; este deve ter de comprimento uma vez e meia o comprimento da mesma.


O aquecimento pode ser realizado de várias formas, com aquecedor de cerâmica instalado na lateral ou teto protegido por tela, rocha aquecida instalada no substrato ou lâmpadas de infravermelho instalada na lateral ou teto do terrário, sendo protegida por tela.






Pedra Aquecida.

Lâmpada para aquecer répteis.

A iluminação é extremamente importante na manutenção adequada de um réptil em cativeiro.
As lâmpadas mais utilizadas e que serve para todos os répteis são as que fornecem UVA + UVB.Para ornamentação podemos utilizar vários materiais, como por exemplo, o saibro, areia de construção, cascalho de rio, vermiculita, terra vegetal, esfagno seco, moss, pó de xaxim, húmus de minhoca, folhas secas, litter, jornal, carpetes sintéticos, troncos ou galhos e o abrigo. É importantíssimo salientar que para a ornamentação e forração do terrário, faz-se necessário conhecer necessidades da espécie que será alojada no terrário! A alimentação em cativeiro é feita com ratos, preás e camundongos.



A constância na alimentação vai depender de alguns fatores:

- clima: no inverno as serpentes se alimentam menos, mesmo possuindo a fonte de aquecimento no terrário (elas sentem a época do ano, e além do mais a temperatura do terrário vai estar mais baixa).
- tamanho: conforme o tamanho do animal, ou alimentamos mais vezes, ou damos mais comida em cada refeição.

- muda: as serpentes dificilmente se alimentam durante a época de muda.
- stress: um animal estressado dificilmente se alimentará.
Há no mercado especializado diversos complementos alimentares que podem, por exemplo, serem borrifados na comida, ou que possamos ministrar ao rato antes de darmos à serpente. É bom fornecermos estes complementos, caso a alimentação do roedor seja muito empobrecida.

Temos que conhecer bem o animal que criamos e saber seus costumes, só assim poderemos lhe oferecer uma excelente qualidade de vida.
Referência:




Matéria postada por:
Bianca Zupiroli

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One Response so far.

  1. liihBitencourt says:

    Oi, amo os animais porem tenho uma paixão especial por repteis, tenho uma corn snack e a amo muito. Estou sempre a pesquisar formas de fazer com que ela se sinta cada vez mais em seu habitat natural, esse blog é otimo!
    obg.

    LiiH Bitencourt